
Comandar 15 pessoas, sem experiência de cinema ou teatro e que nem os textos conhecem, não é tarefa fácil.
O facto de se ter a famÃlia e os amigos a olhar para nós enquanto representamos, desperta risos e gargalhadas por tudo e por nada.
Mas se por um lado dificulta a missão de quem está a realizar, por outro gera situações muito divertidas.
Não querendo entrar pela parte qualitativa das prestações (e até houve algumas bastante boas), gostava de realçar o espÃrito divertido com que todos abraçaram este projecto.
Não sabiam a história do filme, não faziam ideia de que papeis teriam que representar, mas todos disseram “presente” e deram o máximo para levar este projecto a bom porto.
Os Óscares da boa disposição e da boa vontade serão deles de certeza absoluta.
L.R.
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Pelos vistos, há pessoas a quem ter que me aturar no dia do casamento não lhes chega.
É o caso da Tânia e do Pedro, que resolveram fazer um “thriller à moda da casa” com estreia marcada para o dia do casamento.
Pois bem, com a história e os personagens na cabeça, faltava encontrar o sÃtio ideal para as filmagens.
O local escolhido (Quinta da Taberna, com uma tremenda população de 2 habitantes) é simplesmente fantástico. Parece mesmo saÃdo de um filme!!! (quer dizer… sair, não saiu… mas vai entrar)
Marcado  o 1º dia de filmagens, faltava escrever os diálogos da 1ª cena, tarefa que realizei na noite anterior com uma “TRINSPIRAÇÂO” tremenda.
Quanto mais próxima estava a hora de começar, mais dúvidas surgiam sobre a viabilidade de colocar pessoas sem experiência num filme de ficção (mas nada que a diversão do momento não fizesse esquecer).
Surpresa das surpresas, o Pedro e a Tânia são uns actores de fazer corar muito “morango” que para aà anda.
Não percam as cenas dos próximos capÃtulos, para perceberem como a mistura de um videógrafo, uma câmara, dois microfones de lapela, um casal divertido, as suas famÃlias e muito improviso irão resultar numa super-produção capaz de envergonhar o Peter Jackson.
L.R.
Data: Algures em 2008
Sitio: Gouveia
Protagonista: Pedro Rolo (vulgarmente conhecido como “Puto Rolo”)
Finalidade: Ver o irmão estatelar-se, de câmara na mão, enquanto ele brinca aos kamikazes.
Resultado:
Quando o Eduardo me disse que tÃnhamos que fazer um desvio porque se tinha esquecido da gravata, pensei que a coisa (a nivel de contratempos) ia ficar por ali.
Estava enganado. Depois da gravata foi a vez de metermos gasolina num carro a gasóleo (ainda bem que a bomba tinha uma oficina
) e, para compor a coisa ainda mais, caiu uma das maiores cargas de água que já vi sobre Lisboa. O carro parecia um verdadeiro barco (água até à s portas) e cheguei a pensar que para sairmos da cidade terÃamos que pedir boleia ao Noé.
A muito custo, lá conseguimos navegar até Sintra onde, para nosso espanto, estava um sol de fazer inveja aos (poucos) habitantes do Sahara.
Chegados ao destino acabaram-se as peripécias e a coisa acalmou (até à noite).
Serviço feito, missão cumprida, era hora de regressar a Lisboa.
Até que alguém (o senhor da gravata) resolveu trancar o carro com todo o material e com as chaves dentro da mala.
Nada que uma viagem até Lisboa de taxi (OK, não era preciso o homem ir tão depressa, mas devia ter a namorada à espera…) para ir buscar outra chave a casa não resolvesse.
Vendo o trailer do casamento, ninguém adivinha o que sofremos.
Aqui fica para a posteridade:
Dois noivos bem dispostos e “doentes” por Bowie é meio caminho andado para se conseguir um bom filme (bem, a parte do Bowie não é imprescindÃvel, mas ajuda muito
).
Como poderão ver, transpiravam felicidade e contagiavam todos à sua volta.
Sabe bem trabalhar assim!
Aqui fica o clip com os melhores momentos do dia:


